
Mas nem só de Hip-Hop se pinta este graffiti proveniente da Amadora. Há pedaços de Funk com cheiro a favela brasileira que se mistura com batida de DJ experiente e seguro. Há provas de Grime no Ipod dos Macacos e retoques de inspiração clássica a ajudar à força na pista de dança. E tudo a partir deo Hip-Hop, regressando sempre a ele. Na atitude, nas letras, na voz, no resultado final da união de tudo isto. Por enquanto temos apenas um EP, mas deste se percebe que muito se pode esperar desta banda com nome de brincadeira de criança.
"Plutão" tem a agressividade do Hip-Hop de intervenção, serve-se de brincadeiras Beatbox e divide-se entre começar puxar para pista de dança e ser cartão de visita da banda. "Inspiração", como a letra começa por dizer, é música cheia de classe, misturando a mesma agressividade com piano de fundo que serve tanto como de complemento como de contraponto às rimas disparadas rapidamente que regem este tema. Segue-se o ponto alto do EP, "Déjà-vu", verdadeiro manifesto de origens destes Macacos que, conscientemente, se mostram tal como são. "Racismo" relembra-nos que antes do Hip-Hop houve uma coisa chamada Rap e que um dia se usou para dizer algo. Fechamos com "Suor no Dancefloor", clara influência dos Buraka Som Sistema com um toque favelado, prova de que os Macacos do Chinês também nos sabem pôr a dançar.
Título: EP
Autor: Macacos do Chinês
Nota: 7/10
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